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12 Tipos de Participantes Desafiadores no Coaching em Grupo e Como Lidar com Eles

Quando expandimos a conversa sobre Coaching além do Coaching individual, unimos um grupo. Desta forma, novas experiências são preocupantes quando lidamos com participantes difíceis. Para cada um de nós, “dificuldade” tem um significado diferente. E é isso que você irá encontrar hoje aqui.

Já começo falando que no dia 24 de Novembro vou fazer um Workshop Online sobre Coaching em Grupos. E já estou contando com a sua presença, hein? Afinal, você não quer construir uma carreira sólida na profissão de Coach? É isso que vou lhe mostrar. Mas, por hoje, você vai conhecer essas 12 “dificuldades” (se é que é dificuldade!)

A ideia de trabalhar com participantes difíceis é uma perspectiva. É importante lembrar que problemas complicados sempre surgirão em um Coaching em grupo quando as pessoas não se sentirem seguras, valorizadas ou ouvidas. A gente sabe que isso acontece também no dia a dia, em uma discussão e tudo mais, concorda?

É daí que a importância da construção da confiança e da conexão entre os membros do grupo é válida, porque faz com que se conhecem melhor e resolvem os problemas.

Dica: A melhor prática no Coaching em grupo é agendar uma conversa de um-a-um de 15 minutos com cada participante, antes do início do programa do Coaching em Grupo, para conhecer mais sobre eles, o que os trouxe até o programa e o que eles esperam do trabalho.

Não é por nada não, mas só assim você irá reconhecer cada um, com a personalidade e a motivação. Pelo menos assim, você conseguirá traçar perfis. Não se preocupe, é uma tarefa simples!

Quando lidamos com participantes difíceis, há vários princípios que devemos sempre lembrar no processo, para que não perdemos o fio da meada, sabe? Confira aqui.

  • Nossos clientes são naturalmente criativos, engenhosos e completos.
  • Filosoficamente, o cliente traz o conhecimento e a capacidade necessária. Como Coaches, parte do nosso papel é auxiliar os clientes a se conectarem com a sabedoria ou acessá-la.
  • É importante assegurar que todos os participantes entendam seus papéis no Coaching em grupo.

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É importante lembrar-se ainda de 3 outras áreas:

  1. Encontrar pessoas onde elas estão.Considere cada motivação pessoal, como elas preferem se comunicar e serem ajudadas. Ao mesmo tempo, é importante assegurar de que o “bem maior” e as necessidades do grupo sejam encontradas.
  2. Parte do processo de aprendizagem em um Coaching em grupo é a autoconsciência que os participantes podem adquirir com o impacto deles sobre outros.
  3. Finalmente, é muito importante explorar com essa pessoa se ela é auto responsável.Eles estão prontos para a responsabilidade do aprendizado e prontos para agir e mudar? Faça essa pergunta constantemente até perceber a evolução do grupo.

Quando trabalhamos com um grupo, encaramos uma variedade de personas, o que torna este trabalho muito interessante. Através da jornada do Coaching em grupo, podemos encontrar alguns perfis de participantes desafiadores.

E você não pode desistir se encontrar com algum deles, certo? Saiba como você pode contornar a situação e transformar o coaching em grupo em uma experiência enriquecedora para todos os presentes.

Os tipos dos participantes do seu Coaching em grupo

 

12 Tipos de Participantes Desafiadores no Coaching em Grupo e O Que Fazer com Eles:

  1. O tímido e quieto
  2. O desafiador
  3. O dominador
  4. O desligado
  5. O faz-tudo
  6. O centro das atenções
  7. O brincalhão
  8. O advogado do diabo
  9. O argumentativo
  10. O sabichão
  11. O verboso
  12. O intenso

Vamos dar uma olhada rápida nesses participantes/personas que são considerados “difíceis”, e o que se pode fazer sobre eles. Bora lá?

  1. O Tímido e Quieto:

Coaching em Grupo é uma atividade verbal, rica de perguntas e diálogo. É importante reconhecer que nem todos os participantes processam da mesma maneira. Aqueles que são tímidos ou quietos podem se beneficiar mais de um grupo menor ou com trabalhos em pares.

Não assuma que o silêncio signifique falta de compromisso. Inclua uma variedade de maneiras para os participantes refletirem, aprenderem e se comprometerem. Sempre adapte seu treinamento para que todos possa usufruir da melhor forma possível!!!

  1. O Desafiador:

O Desafiador pode querer desafiar tudo o que você disser. Como Coaches, devemos reforçar que nosso papel não é de especialista, na verdade eles são. Isso geralmente muda o foco e o Desafiador se torna o “Sabichão”

  1. O Dominador:

É comum ter uma pessoa dominante verbalmente dentro do grupo, o que é uma ótima oportunidade para introduzir as habilidades de treinamento de intruso, e fazê-los saber que você vai se jogar e fazer perguntas para ajudá-los a chegarem ao centro da estória.

Ensine, também, aos membros do grupo a habilidade de “bottom lining (resumo) ou “laser speak (falar direto ao centro do problema) logo no início, e relembre ao grupo sobre esta habilidade dentro de seu trabalho.

Se alguém continuar a ser dominante, pode ser uma ótima oportunidade para colocar ele para te ajudar, se estiver trabalhando pessoal ou virtualmente. O que não pode acontecer é atrapalhar o desenvolvimento do grupo em si, então tente propor reflexões.

  1. O Desligado:

O Desligado pode parecer uma pessoa que seja desatenta ou desligada. É importante fazer as pessoas saberem exatamente onde você está indo, para que elas não fiquem boiando no assunto. Proporcione uma visão geral do processo e pergunte-os o que eles desejam explorar.

Podemos ter participantes que simplesmente não sabem o que querem. Nesse caso, você deve oferecer oportunidades a essas pessoas, de modo a torná-las mais focadas, incluindo questões, tais como: “Quais são suas metas chave?”, “O que você precisa ou quer fazer para chegar lá?”, “O que realmente importa?” e “Para onde você precisa mover o ponteiro esta semana?”

  1. O Faz-Tudo:

O Faz-Tudo pode desafiar alguns Coaches, já que suas realizações sem fim podem provocar problemas e sentimentos inadequados em outros membros do grupo. É importante reforçar com o grupo que todos se moverão com seus próprios passos dentro do processo de Coaching, e que “Vencedores” e “Sucesso” acontecem em diferentes estágios para cada pessoa.

Pedir ao Faz-Tudo que compartilhe o que aprendeu de suas experiências pode ser uma fagulha a inspirar outros com novas ideias e visões. Assim, não fica monótono. Ah! Acabei de lembrar que você não pode se esquecer do meu Workshop hein?

  1. O Centro das Atenções:

É comum ter alguém que queira ser o centro das atenções. Há várias tarefas que você pode fazê-los participar – gerenciador de tempo, o tomador de notas, o cuidador do flipchart. Algumas dessas tarefas fará com que algum destaque recaia sobre eles, e isso preencherá a necessidade de serem vistos.

Esta é uma área rica para exploração em um Coaching em Grupo. Perguntas a serem feitas, incluem: “O que é tão importante em ser visto?” e “Qual o impacto que isso produz sobre os outros?” Cutuque o outro, provoque para que ele entenda essa personalidade que ele possui.

Todo Coaching em grupo pode sofrer com os engraçadinhos

  1. O Brincalhão:

O humor pode fornecer luz ao processo de treinamento. Novamente, é uma perspectiva rica a ser explorada com o grupo. Algumas vezes, o brincalhão pode levar a brincadeira ao extremo, então seja cuidadoso no impacto que isso terá sobre o grupo. Peça ao brincalhão, também, para considerar qual impacto eles estão tendo sobre o grupo.

  1. O Advogado do Diabo:

Advogado do Diabo pode nos levar ao rico terreno das perspectivas. Suas vozes são um grande lembrete de que há várias perspectivas diferentes, que existem dentro dos grupos e nos times. Qual é o lado negativo? Quais são os importantes temas que o Advogado do Diabo nos indica?

  1. O Argumentativo:

Alguns participantes difíceis podem querer discutir simplesmente pelo amor ao argumento. Ótimas perguntas a serem feitas: “O que está em jogo?”, “Qual é o motivo de sua reclamação?”. ´

Outra tática é transferir o assunto que está sendo discutido sobre o grupo – o que os outros participantes pensam? Eles concordam com o assunto que foi levantado? É algo que precisa de mais discussão? Se um certo número de pessoas concordar, então é válida uma discussão maior, mas se ninguém se manifestar, então o grupo pode seguir em frente.

Assim, você consegue gerenciar melhor o coaching em grupo, de forma que ande sempre para frente.

  1. O Sabichão:

O Coaching em Grupo se baseia na crença de que nossos clientes sabem tudo! Algumas perguntas a serem exploradas com a pessoa que sente que “sabe tudo” são: “O que vocês se sentem tão apaixonados a provar?”, “O que torna vocês únicos?”, “O que têm a oferecer?” e “Como vocês podem compartilhar suas competências de uma maneira mais positiva?”

  1. O Verboso:

Os Verbosos, ou participantes muito falantes, também podem surgir em seus grupos. Estes participantes difíceis, geralmente, se auto identificam e mencionam isso logo na primeira vez com que você se conecta com eles.

No Coaching em grupo, é importante deixar o grupo saber que você fornecerá oportunidade e espaço para todos serem ouvidos durante as conversas. Jamais se esqueça disso!!!

  1. O Intenso:

Embora seja menos frequente em grupos, a conversa “intensa” ocorre enquanto outros estão tentando falar.

Se um convite aberto para compartilharem experiências no grupo tomar outro rumo, então, mova-se de modo a ficar próximo ao lugar onde a conversa acontece. Seja genuinamente curioso e convide a outra pessoas, que conversa separadamente, a compartilhar a conversa com o resto do grupo.

Agora é sua vez! Aqui estão algumas perguntas a serem consideradas que eu quero que você responda!

  • Quais dentre esses participantes será um desafio para você?
  • Eles são realmente tão difíceis?
  • Qual a perspectiva que você quer manter?
  • O que você pode fazer para apoiar as necessidades únicas de cada membro do grupo?
  • Quais as conversas que você deseja ter logo?

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